Case Modernização – Virtualização com Red Hat OVE para govtech brasileiro

Como a Modernização Informática elevou performance e previsibilidade operacional com implementação liderada pela heimr

  • Performance de volumes de DB saltou de patamar (ex.: 6 → 9 Gb/s em non-sequential writes)
  • Mais previsibilidade em picos e rotinas de operação
  • Troubleshooting mais rápido, com observabilidade consolidada
  • Escala possível sem crescer custo “no susto”

São Paulo, 2026 — A Modernização Informática, govtech brasileira que desenvolve softwares integrados para entidades públicas, concluiu um projeto de modernização da camada de virtualização com foco em um trio que importa para qualquer operação crítica: performance, resiliência e controle de custos. A iniciativa foi conduzida e implementada pela heimr, com Red Hat OpenShift Virtualization Engine (OVE) como base da nova arquitetura.

Para quem sustenta sistemas usados por prefeituras, câmaras municipais, fundos e autarquias, “infra” não é assunto de bastidor. É o que garante continuidade de serviço, conformidade e confiança no dia a dia.

“Quando a performance vira variável, o impacto não fica só na TI. Ele aparece na previsibilidade do serviço e na tranquilidade operacional do negócio”, diz André Frauches, Head of Operations da heimr.

“Esta implementação trouxe uma capacidade de inovação a médio e longo prazo, tornando a migração do virtualizador não apenas uma substituição tecnológica, mas uma decisão estratégica. A plataforma viabiliza a transformação de aplicações monolíticas em microsserviços dentro do mesmo ambiente base, favorecendo a estratégia de investimento, possibilitando a implementação em ambientes e nuvens híbridas, e abrindo espaço para inovação contínua.” Luciano Bustelli, head of Innovation da heimr.

O contexto: quando “funcionar” deixa de ser suficiente

A Modernização Informática atua com soluções para gestão tributária, contabilidade pública, portais de transparência, integração com e-Social, NFSe e rotinas de modernização administrativa. É um cenário em que a demanda cresce, a exigência por rastreabilidade aumenta e segurança/LGPD é premissa.

Com o tempo, o ambiente de virtualização começou a operar mais próximo do limite. O resultado aparece de forma conhecida: variação de latência, sensibilidade a picos e maior impacto de gargalos de I/O em workloads de banco de dados.

“Nessa hora, a conversa muda. Não é sobre ‘colocar mais recurso’. É sobre recuperar previsibilidade”, reforça André.

A motivação: modernizar sem big bang

A premissa foi objetiva: elevar o patamar da plataforma sem reescrever aplicações e sem criar ruptura na operação. O foco foi manter a continuidade do que já estava consolidado (workloads em VMs) e modernizar o que passou a limitar o crescimento: a base de virtualização e seus fundamentos de performance e governança.

“Modernizar, nesse cenário, é menos sobre trocar tecnologia e mais sobre recuperar controle de performance, risco e custo. O resto vira consequência”, afirma André.

Por que Red Hat OVE? Base moderna, caminho claro

O Red Hat OpenShift Virtualization Engine (OVE) entrou como solução por combinar, com equilíbrio, o que operações enterprise precisam sustentar:

  • Continuidade operacional: modernizar a plataforma sem mexer no app layer
  • Governança e observabilidade: operar com clareza e resposta rápida
  • Trajetória para hybrid workload: VMs hoje, evolução no ritmo do negócio amanhã

Não é uma aposta em tendência. É uma base que reduz atrito de evolução e aumenta previsibilidade.

Como a heimr conduziu o projeto: engenharia de produção, não “setup”

A execução foi organizada em ciclos curtos, com validações progressivas e critérios claros de aceitação. O objetivo era reduzir risco ao longo do caminho e não concentrar tudo no final.

O projeto seguiu quatro movimentos:

  1. Assessment orientado a risco – Mapeamento dos pontos de contenção e definição de guardrails (performance, custo e disponibilidade). O foco foi ganhar clareza e prioridade.
  2. Desenho do target e preparação do ambiente – Implementação do OVE e ajustes necessários para produção, com atenção especial a rede, storage e observabilidade.
  3. Validação em ciclos curtos – Checkpoints para provar ganho real, previsibilidade em picos, estabilidade em rotinas e critérios de “go/no-go” objetivos.
  4. Consolidação operacional – Observabilidade consolidada e rotinas de troubleshooting mais eficientes, reduzindo tempo de diagnóstico e aumentando capacidade de resposta do time.

Performance que vira previsibilidade (e escala)

A modernização elevou a performance de database para um novo patamar: a performance de volumes de DB saltou de patamar (ex.: 6 → 9 Gb/s em non-sequential writes), o que impactou diretamente rotinas mais sensíveis e momentos de pico.

Com isso, a operação ganhou previsibilidade: menos variação, mais consistência no dia a dia e mais governança em um ambiente crítico, onde estabilidade reduz risco e melhora a tomada de decisão.

Outro avanço veio na resposta a incidentes: com a observabilidade consolidada, o tempo para detectar e entender problemas diminuiu, reduzindo o período de exposição ao risco e devolvendo mais controle ao time.

E, do ponto de vista de escala, o custo foi tratado como guardrail desde o desenho, criando um caminho de crescimento mais controlado, sem depender de expansões emergenciais ou decisões tomadas sob pressão.

André fecha com a essência do projeto: “Modernizar não é trocar tecnologia. É recuperar o controle. Quando a base volta a ser previsível, a operação ganha fôlego e o negócio volta a decidir com calma.”

94% das Empresas Perderam o Controle dos seus Agentes de AI.

Uma pesquisa publicada em 7 de abril pela OutSystems com quase 1.900 líderes de TI globais confirmou o que vemos nos projetos que conduzimos por aqui: agentic AI chegou ao mainstream enterprise. Quase todas as organizações já têm agentes rodando em produção. O problema é que 94% delas relatam que esses agentes estão criando caos.

Caos não é metáfora. É AI sprawl — proliferação descontrolada de agentes sem inventário centralizado, sem controle de acesso adequado, sem auditoria de ação. É um time de dados criando agentes via API sem que TI saiba. É um fornecedor de automação conectado ao CRM com acesso mais amplo do que qualquer humano teria. É um modelo tomando decisões que afetam clientes sem log rastreável.

O Gartner vai além: prevê que mais de 40% dos projetos de agentic AI serão cancelados até 2027. Não por falha técnica. Por falta de governança.

Existe um grupo de 6% que não caiu nessa armadilha. Nada é mais importante do que falar e entender o que eles fazem de diferente.

Por que a governança sempre chega tarde

Existe uma dinâmica previsível na adoção de tecnologias enterprise. A pressão para deployar é imediata. A pressão para governar vem depois — e geralmente depois de um incidente.

Com agentes de AI, o ciclo está mais comprimido do que com qualquer tecnologia anterior. Um desenvolvedor com acesso a uma API consegue criar um agente funcional em horas, e não precisa de aprovação de arquitetura. Não precisa de revisão de segurança. O agente está em produção antes de qualquer discussão sobre controle.

Multiplique isso por dezenas de times, some a pressão de board perguntando “quando vamos ter agentes?” e adicione vendors que disponibilizam capacidades agentic dentro de ferramentas que as equipes já usam — Copilot, Salesforce, ServiceNow. O resultado é uma organização com dezenas ou centenas de agentes em produção que nenhum time de TI consegue mapear completamente.

É esse o caos que 94% das empresas estão descrevendo.

O que os 6% fazem antes do primeiro deploy

As empresas que governam agentic AI com eficácia não têm mais recursos nem mais tecnologia, elas tem disciplina em cinco áreas específicas:

  1. Inventário antes de qualquer deploy

A primeira pergunta das organizações com governança madura não é “o que esse agente vai fazer?” — é “onde estão rodando todos os nossos agentes hoje?”.

Inventário de agentes não é um projeto de compliance. É o pré-requisito de qualquer política de controle. Sem mapa do que existe, qualquer framework de governança é inútil — você está regulando o que conhece e ignorando o que não sabe que existe.

O inventário precisa responder três perguntas mínimas: quais agentes existem, o que cada um acessa, e quem autorizou o deploy. Parece simples, mas a maioria das organizações não consegue responder as três questões sobre todos os agentes que operam hoje.

  1. Privilégio mínimo aplicado desde o início

Um agente de AI não precisa de acesso total ao sistema, precisa apenas do que a tarefa específica exige — e nada mais.

O conceito de least privilege é padrão em segurança de redes há décadas, mas a maioria das implementações de agentic AI ignora isso completamente. O agente recebe credenciais de serviço com escopo amplo porque é mais fácil de configurar. O resultado é um agente com acesso a dados de clientes, contratos e sistemas financeiros para executar uma tarefa que precisaria apenas de leitura em uma tabela específica.

As empresas do grupo dos 6% definem escopo de acesso antes do deploy, onde cada agente tem permissões mínimas documentadas, não acesso irrestrito herdado do ambiente de desenvolvimento.

  1. Auditoria de ação, não apenas de output

Um agente pode produzir o resultado correto pelo caminho errado, e você só vai descobrir isso quando virar um problema.

A diferença entre governança madura e wishful thinking está nos logs. Organizações com controle efetivo não registram apenas o output do agente — registram cada ação tomada no caminho, qual ferramenta foi chamada, qual dado foi acessado, qual decisão foi tomada em cada etapa.

Para ambientes regulados — bancário, saúde, energia — isso não é uma prática recomendada, é um requisito de compliance. Sem log de ação rastreável, qualquer auditoria se torna impossível, e sem rastreabilidade, você não está governando agentes: você está torcendo para que funcionem corretamente.

  1. Humano no loop para decisões de impacto

Automatizar tudo que pode ser automatizado é o objetivo de longo prazo. Não é onde você começa.

As organizações que acertaram definiram explicitamente dois critérios antes do primeiro deploy: o que pode ser automatizado sem supervisão humana, e o que exige aprovação ou revisão antes de executar.

A linha entre os dois não pode ser tácita, precisa ser documentada, revisada por compliance e incorporada ao fluxo do agente. Decisões que afetam contratos, dados sensíveis de clientes, ou ações irreversíveis exigem um ponto de escalonamento humano — não como fallback de emergência, mas como componente projetado.

Automatizar com supervisão estruturada não é timidez. É a diferença entre um piloto automático que o piloto pode retomar e um que ninguém sabe como desligar.

  1. Controle centralizado de modelos e fornecedores

Shadow AI é a causa número um do caos de agentic AI que os 94% relatam.

Shadow AI acontece quando departamentos adquirem capacidades de AI — APIs, plugins, integrações — sem que TI tenha visibilidade ou controle. Marketing usa um agente de geração de conteúdo, financeiro conecta um agente ao ERP, operações cria automações via plataforma low-code com modelos de terceiros. Cada um desses movimentos parece pequeno e inofensivo, mas o conjunto cria uma superfície de risco que nenhum time de segurança consegue mapear.

As empresas com governança eficaz têm um ponto central de controle: quais modelos são aprovados para uso, quais fornecedores têm contrato com cláusulas de segurança e compliance adequadas, e quais dados podem sair do perímetro corporativo. Esse catálogo existe antes do primeiro agente entrar em produção — não como resposta a um incidente.

O custo de esperar

O argumento mais comum é: “vamos estruturar a governança quando escalarmos”.

Mas esse argumento ignora como a proliferação de agentes funciona na prática. Você não escala e então governa, você chega num ponto onde governar o que já existe é mais caro e mais arriscado do que construir do zero — porque há dependências, há processos que já funcionam sobre agentes sem controle, há equipes que adaptaram seus fluxos de trabalho ao comportamento específico de agentes mal configurados.

A janela para estruturar governança antes do caos é curta, e ela se fecha silenciosamente — não com um incidente dramático, mas com a gradual percepção de que você não sabe mais o que os agentes da sua organização estão fazendo.

O Gartner previu 40% de cancelamentos de projetos agentic até 2027. Cancelamento não é o pior cenário. O pior cenário é manter em produção agentes que você não consegue auditar, em nome de capacidades que você não consegue medir.

 

Uma pergunta direta

Se eu perguntasse agora quantos agentes de AI a sua organização tem rodando em produção — incluindo os que foram criados por times de negócio sem passar por TI — você conseguiria responder com precisão?

Se a resposta for não, você está mais próximo dos 94% do que dos 6%.

As práticas que discutimos não são complexas de implementar, são disciplina de engenharia aplicada a um domínio novo. E a diferença entre estar nos 6% ou nos 94% vai depender de quando você começar.

 

Migração de workloads em alta disponibilidade: processos, ganhos e boas práticas

A migração de workloads críticos deixou de ser uma pauta restrita a equipes técnicas para se tornar um tema estratégico de negócios. Quando falamos em alta disponibilidade (HA), não tratamos apenas de performance tecnológica, mas da própria capacidade da organização de sustentar operações em constante movimento, mesmo diante de falhas, picos de demanda ou cenários imprevistos.

Para aprofundar os processos, ganhos e boas práticas desse tema, convidamos Luciano Bustelli, Head of Operations da heimr, que ao longo deste artigo compartilha sua visão e experiência sobre como conduzir migrações de workloads críticos em alta disponibilidade, conciliando estratégia, tecnologia e governança.

“A nuvem se consolidou como uma plataforma de aplicações críticas e distribuídas. A partir daí, a alta disponibilidade passou a ser requisito central para garantir continuidade, experiência do usuário e conformidade regulatória.”

Esse reposicionamento mostra que HA não é apenas um detalhe de arquitetura, mas um elemento que se conecta diretamente à percepção de valor de clientes, reguladores e investidores.

Por que a alta disponibilidade é essencial na migração

Nos últimos anos, a migração para cloud ou ambientes híbridos deixou de ser apenas uma busca por eficiência de custos. Hoje, ela está associada à continuidade de negócio, escalabilidade e resiliência. O impacto do downtime em ambientes críticos é significativo e vai além da perda financeira imediata: coloca em risco a confiança do mercado e expõe vulnerabilidades em setores altamente regulados, como financeiro, saúde e telecomunicações.

Bustelli explica que mesmo workloads legados, que não foram concebidos para rodar em nuvem, precisam ser modernizados e/ou adaptados para operar em alta disponibilidade. No seu entendimento, “o mercado não aceita mais interrupções prolongadas”. Esse cenário amplia a relevância de estratégias que conciliam modernização, mitigação de riscos e compliance regulatório.

Da estratégia ao desenho arquitetural

Uma migração bem-sucedida começa com diagnóstico preciso. Aspectos como criticidade do workload, requisitos de recuperação (RTO/RPO), dependências de integração, requisitos de segurança e padrões de performance precisam ser compreendidos em detalhe antes de qualquer tomada de decisão.

Segundo Bustelli, o ponto central é unir pragmatismo e flexibilidade:

“A definição da estratégia passa por criar cenários de teste, manter estratégias de go/rollback a um clique de distância e investir em automação para reduzir falhas humanas. O equilíbrio está em minimizar riscos sem perder agilidade.”

Essa preparação também envolve a escolha adequada do ambiente, seja nuvem pública, privada, híbrida ou multicloud. Em muitos casos, o modelo híbrido se mostra o mais eficiente por permitir o melhor de cada universo: elasticidade e inovação da nuvem pública, associadas ao controle e à previsibilidade de ambientes on-premises ou privados.

Do ponto de vista técnico, a alta disponibilidade se materializa em decisões sobre balanceamento de carga, replicação síncrona ou assíncrona, orquestração automatizada e monitoramento contínuo. Workloads legados tendem a ser os mais desafiadores. Para muitos deles, a migração segue pela estratégia de “lift and shift”, movendo-os primeiro para a nuvem e, só depois, avançando para refatoração em microserviços ou substituição gradual por soluções modernas.

Riscos e mitigação em ambientes críticos

Toda migração envolve riscos. A diferença está em como cada organização se prepara para enfrentá-los. Falhas de replicação, dependências não mapeadas, incompatibilidades e erros humanos podem comprometer projetos. A mitigação passa por planejamento faseado, testes exaustivos em cenários controlados e, sobretudo, pela automação de processos-chave.

Bustelli é categórico sobre esse ponto:

“Um bom plano de rollback deve estar a um clique de distância. A confiança vem da capacidade de voltar rapidamente, se necessário.”

Esse pragmatismo transforma o risco em algo administrável e aumenta a confiança de todos os envolvidos no projeto, do board às equipes técnicas.

Ganhos de performance, segurança e escalabilidade

O esforço empregado em migrações de alta disponibilidade se traduz em ganhos concretos. A performance melhora com tempos de resposta menores e elasticidade para suportar picos de demanda. A segurança se fortalece com criptografia nativa, monitoramento inteligente e controles alinhados a padrões regulatórios. A escalabilidade permite expansão previsível, reduzindo custos associados a infraestruturas rígidas.

Bustelli recorda um caso em que workloads legados iSeries AS400 foram migrados para IBM Cloud PowerVS: “Após anos de tentativas frustradas, o cliente finalmente obteve performance superior, graças a hardware renovado, storage de alta velocidade e latência muito menor que no ambiente anterior.”

Esse exemplo ilustra como a combinação de tecnologia de ponta e arquitetura bem desenhada pode transformar sistemas antes vistos como limitadores em verdadeiros ativos estratégicos.

Governança e conformidade como fio condutor

Seja qual for o ganho em performance e escalabilidade, ele só se sustenta quando acompanhado de governança e conformidade. A migração de workloads críticos exige aderência a normas como DORA e LGPD/GDPR, que estabelecem padrões rigorosos de gestão de dados, continuidade de negócios e auditoria. Fazer a escolha de um ou mais provedores de cloud que tenham certificações ISO, SOC, PCI é o recomendado.

Mais do que um checklist regulatório, trata-se de incorporar compliance ao próprio desenho arquitetural. Assim, em vez de ser percebido como obstáculo, o compliance torna-se parte integrante da resiliência operacional.

O futuro da alta disponibilidade

O conceito de HA não é estático, ele evolui na medida em que novas tecnologias amadurecem. Edge computing, confidential computing e automação inteligente ampliam possibilidades de resiliência, ao mesmo tempo em que aumentam a complexidade da governança.

O uso de inteligência artificial para observabilidade, orquestração de containers e estratégias event-driven já faz parte da realidade de empresas que buscam combinar eficiência e segurança.

Segundo Bustelli, “alta disponibilidade não é apenas um requisito técnico, mas um ativo estratégico. Ela garante que inovação e crescimento não sejam interrompidos por falhas e que o negócio siga em movimento mesmo em cenários adversos.

Mais que tecnologia, confiança

A migração de workloads críticos com alta disponibilidade exige planejamento meticuloso, governança rigorosa e execução disciplinada. Mas, acima de tudo, pede clareza estratégica: tratar a infraestrutura não como um suporte invisível, mas como um ativo essencial para continuidade, inovação e crescimento sustentável.

No fim, o valor da alta disponibilidade não está apenas no uptime, mas na confiança que ela transmite, confiança de que, mesmo em um mundo cada vez mais regulado e competitivo, a empresa pode seguir em frente sem interrupções.

Arquitetura híbrida em ambientes regulados: mitos, verdades e estratégias para o futuro

A adoção de arquiteturas híbridas em ambientes regulados deixou de ser uma escolha restrita a poucos pioneiros para se tornar, nos últimos anos, uma decisão estratégica de negócios. Nesse cenário, grandes empresas enfrentam o desafio de equilibrar inovação e conformidade, unindo a flexibilidade da nuvem à necessidade de controle, segurança e soberania de dados.

Mais do que uma configuração técnica, a arquitetura híbrida deve ser compreendida como um ecossistema que envolve tecnologia, pessoas, processos e governança. Para explorar em profundidade os mitos, verdades e estratégias desse tema, convidamos Andre Frauches, Head de Alianças da heimr, que ao longo deste artigo compartilha sua visão e experiência sobre como estruturar setups híbridos preparados para compliance.

Por que o tema ganhou relevância

O aumento das exigências regulatórias, a aceleração da transformação digital e a pressão por redução de custos criaram o terreno ideal para que o modelo híbrido se tornasse central nas discussões de infraestrutura. Setores como financeiro, saúde, telecomunicações, governo e energia estão entre os mais pressionados a equilibrar escalabilidade e inovação com conformidade, segurança e continuidade.

Para Frauches, a arquitetura híbrida atende justamente a essa necessidade de conciliação. “Trata-se de aproveitar a escala da nuvem e, ao mesmo tempo, garantir baixa latência, controle de dados e requisitos de soberania em locais definidos”, afirma.

Mitos e verdades em torno do híbrido

Por ser um tema em evidência, a arquitetura híbrida também é alvo de percepções equivocadas. Algumas das mais comuns:

“Híbrido resolve compliance automaticamente.” Mito. A conformidade não vem da arquitetura em si, mas de processos, evidências e governança contínua.

“Nuvem pública é menos segura que on-prem.” Falso. A segurança depende de configuração, operação e governança e grandes provedores oferecem controles extremamente robustos.

“Não é possível certificar um ambiente híbrido.” Falso. Certificações como ISO 27001 e SOC 2 são plenamente viáveis, desde que controles sejam implementados em todos os domínios.

“Híbrido é sempre mais caro.” Parcialmente verdadeiro. A integração pode elevar custos, mas um desenho bem feito, combinando workloads sensíveis on-premises e picos na nuvem, tende a reduzir o custo total de propriedade.

A principal lição é que a arquitetura híbrida não elimina a necessidade de governança, ao contrário, torna sua presença ainda mais crítica.

Complexidade e governança: os verdadeiros desafios

Não há dúvida de que setups híbridos elevam a complexidade. É preciso lidar com dados distribuídos, auditorias em múltiplos ambientes, integração de plataformas distintas e gestão de identidade e acessos. Além disso, há obstáculos culturais, resistência a mudanças e a necessidade de formar equipes multidisciplinares, capazes de transitar entre segurança, inovação e conformidade.

Nesse ponto, a cultura organizacional é decisiva. Como observa Frauches, “uma cultura que valoriza governança, automação e colaboração facilita a adaptação. Investir em treinamento e na formação de times multidisciplinares é essencial para sustentar o modelo”.

Equívocos do “compliance a qualquer custo”

Outro risco recorrente é colocar o compliance acima de tudo, sacrificando agilidade, experiência do usuário e eficiência operacional. Esse é um equívoco que pode transformar a conformidade em obstáculo.

“O equilíbrio é fundamental”, reforça Frauches. “É preciso buscar a conformidade sem perder de vista o cliente final, a inovação e a eficiência.”

Pilares técnicos de uma arquitetura híbrida compliance-ready

Para que a estratégia funcione, alguns elementos técnicos são indispensáveis:

Gestão unificada de identidade e acesso (IAM), com autenticação forte e controles granulares.

Criptografia de dados em trânsito e em repouso, atendendo a exigências regulatórias.

Segmentação de rede e conectividade segura, assegurando resiliência.

Logging e monitoramento centralizado, garantindo rastreabilidade e auditoria.

Automação e infraestrutura como código, para consistência, padronização e rastreabilidade.

Ferramentas de auditoria e gestão de incidentes alinhadas a normas locais e internacionais.

Esses pilares dão sustentação a uma operação auditável, segura e adaptada às necessidades regulatórias.

Normas e frameworks essenciais

Ambientes híbridos em setores regulados não podem prescindir de normas reconhecidas. No Brasil, destacam-se LGPD, ISO/IEC 27001 (segurança da informação), ISO/IEC 27701 (privacidade), além de SOC 2 e SOC 3 para confiança em serviços. Globalmente, NIST Cybersecurity Framework e regulamentos como o DORA no Reino Unido ampliam o rigor.

A mensagem é clara: sem aderência a normas, não há confiança.

Diagnóstico e preparação: antes de adotar o híbrido

Nenhuma organização deve ingressar no modelo híbrido sem diagnóstico prévio. É necessário mapear classificação de dados, requisitos de latência, custos operacionais e maturidade tecnológica.

A partir disso, é possível desenhar a estratégia de migração, começando pela adaptação da infraestrutura e avançando para a modernização de aplicações críticas, com containerização e refatoração.

O futuro da arquitetura híbrida regulada

As tendências apontam que a arquitetura híbrida será o padrão dominante em setores regulados. A busca por flexibilidade, soberania e conformidade continuará a crescer, ao lado de exigências regulatórias mais rigorosas e setoriais.

Frauches observa que novas pressões já estão no horizonte: regulamentações de Inteligência Artificial, exigências de sustentabilidade em TI e a adoção de tecnologias emergentes, como confidential computing, edge computing, automação de compliance e blockchain para rastreabilidade.

O híbrido se resume à clareza, equilíbrio e estratégia

A arquitetura híbrida em ambientes regulados não é uma solução automática, nem um desafio intransponível. É, antes de tudo, um projeto estratégico de equilíbrio: entre inovação e controle, entre compliance e eficiência, entre segurança e experiência do cliente.

Como resume Frauches: “Conformidade deve ser integrada de forma inteligente, equilibrando segurança, agilidade e inovação para suportar objetivos estratégicos e necessidades de negócio.”

No fim, o valor da arquitetura híbrida não está apenas em sua configuração técnica, mas na capacidade de criar um ecossistema confiável, flexível e pronto para sustentar o crescimento, mesmo diante das mais rigorosas exigências regulatórias.

Case: Migração Global em Alta Disponibilidade para Fintech Europeia

  • Investimento previsto para os primeiros 24 meses do projeto é de aproximadamente R$ 40 milhões, marcando uma reestruturação completa da infraestrutura crítica do cliente
  • Nova operação oferece alta disponibilidade para milhões de transações diárias em mais de 15 países
  • Projeto acelera conformidade regulatória e consolida parceria entre heimr e IBM

São Paulo, Junho de 2025 – Uma fintech líder com sede em Londres e presença consolidada em mais de 15 países da União Europeia concluiu recentemente um dos projetos mais ambiciosos de transformação de infraestrutura tecnológica do setor. Com execução liderada pela heimr, a iniciativa envolveu a migração completa da operação para a IBM Cloud, com foco em alta disponibilidade, escalabilidade e conformidade regulatória. O novo ambiente foi projetado para suportar milhões de transações diárias e sustentar o crescimento acelerado da companhia nos próximos anos.

A reestruturação contemplou a substituição de uma arquitetura centralizada por um modelo multirregional, distribuído em três diferentes países, com datacenters localizados em Frankfurt, Amsterdã e Londres. O projeto, dividido em fases, incluiu a criação de um ambiente de recuperação de desastres, a transferência dos sistemas de produção e, por fim, a consolidação de uma estrutura operacional simultânea em diferentes regiões.

De acordo com o Diretor de TI do cliente, o projeto foi fundamental para garantir que a infraestrutura acompanhasse o ritmo de expansão da companhia. “Precisávamos de um modelo capaz de sustentar o crescimento do negócio, com disponibilidade contínua e total aderência às exigências regulatórias dos países em que atuamos”, afirma o executivo.

Com um investimento estimado em R$ 40 milhões para os primeiros 24 meses, o projeto contempla a estruturação completa do novo ambiente multirregional, os serviços especializados da heimr e a adoção da IBM Cloud como plataforma principal para sustentação dos sistemas críticos.

Arquitetura Multirregional

Antes da reestruturação, toda a infraestrutura crítica estava concentrada em um único datacenter físico na Islândia. Além das limitações de conectividade e da distância dos principais centros financeiros da Europa, a empresa enfrentava obstáculos operacionais e regulatórios associados à falta de redundância e à complexidade técnica do ambiente. A estrutura utilizava tecnologias como IBM i Series, IBM AIX e VMware em um mesmo ecossistema, o que dificultava intervenções e inviabilizava tentativas anteriores de migração. Além disso, o datacenter estava localizado a poucos quilômetros de um dos vulcões mais ativos da Islândia, o que ampliava ainda mais o risco de uma infraestrutura centralizada e a criticidade do projeto.

A implantação da nova arquitetura foi realizada em três fases, com início em fevereiro de 2024. Na primeira etapa, concluída em julho, a heimr estabeleceu um ambiente de Disaster Recovery na IBM Cloud, com base em Frankfurt. Com isso, o cliente passou a contar com uma instância alternativa capaz de assumir a operação em caso de falha no datacenter original. Na segunda fase, finalizada em janeiro de 2025, todos os sistemas de produção foram migrados para a nuvem, com foco em performance e resiliência. A etapa final, encerrada em maio, instituiu um modelo de alta disponibilidade multirregional, com múltiplos datacenters operando simultaneamente, o que eliminou o conceito tradicional de contingência e elevou o nível de continuidade operacional.

“O cliente precisava de uma solução que unisse agilidade na implementação com um altíssimo nível de especialização técnica, considerando a complexidade da infraestrutura e os requisitos regulatórios envolvidos. Estruturamos um projeto em etapas que garantiu a continuidade do negócio desde o início, sem comprometer a operação em nenhum momento”, afirma o CEO da heimr, Wagner Hiendlmayer.

A infraestrutura reformulada passou a sustentar não apenas os sistemas voltados aos clientes, como aceitação de pagamentos, emissão de cartões, contas empresariais e gestão de reservas, mas também todas as funções internas da organização. A operação atual atende cerca de mil colaboradores e dá suporte a mais de 300 mil estabelecimentos comerciais, garantindo a realização de milhões de transações diárias com velocidade, estabilidade e segurança.

Com a adoção do novo modelo, o cliente passou a atender às métricas exigidas por certificações como PCI DSS e regulamentos como o DORA, além de se adequar às diretrizes de entidades como EBA, EIOPA, ESMA e Íslandsbanki. A empresa também passou a operar com maior eficiência em auditorias e processos de compliance, ganhando previsibilidade e estrutura para atuar de maneira segura em diferentes mercados regulados.

“A IBM Cloud foi projetada para oferecer segurança, controle e conformidade nativos para instituições financeiras. Essa estrutura permite que empresas avancem em sua jornada de modernização com confiança, mesmo quando operam com cargas sensíveis e sob regulações exigentes”, destaca Thiago Videira, Head of IBM Public Cloud Latin America.

Execução Técnica Liderada pela heimr

Responsável pela condução técnica do projeto, a heimr estruturou a migração com foco na continuidade dos serviços e no respeito às particularidades do ambiente do cliente. Para isso, adotou uma abordagem escalonada, com acompanhamento constante dos workloads e validação de cada etapa da transição, sempre assegurando que as operações não fossem interrompidas.

De acordo com o executivo do cliente, a parceria com a heimr foi determinante para o sucesso da implementação. “A expertise da heimr com ambientes críticos foi essencial para garantir que a migração ocorresse sem impacto nos nossos serviços. A atuação conjunta dos times permitiu decisões rápidas, coordenação eficiente e um nível de integração que superou nossas expectativas”, explica o Diretor de TI.

A heimr contou com uma equipe bilíngue especializada, atuando em modelo 24/7 com abordagem follow the sun, trazendo para o projeto sua experiência acumulada em ambientes críticos e soluções tailor-made. Sua atuação foi sustentada por certificações internacionais de segurança, como ISO 27001 e NIST, além do nível máximo de parceria com a IBM (Platinum Partner), o que contribuiu para acelerar a integração com a plataforma e garantir a conformidade técnica da solução.

“Nossa atuação foi pautada por um modelo de parceria estratégica, com atendimento 24 horas por dia, em diferentes fusos, e suporte bilíngue. Essa estrutura, aliada ao nosso conhecimento aprofundado nas tecnologias IBM e às certificações de segurança que mantemos, foi decisiva para que o cliente alcançasse um novo patamar de resiliência e disponibilidade operacional”, completa Hiendlmayer.

Com a nova infraestrutura em funcionamento, heimr e o cliente já avaliam a continuidade da parceria para outras frentes de inovação. Entre as iniciativas em estudo estão a aplicação de FinOps para ganho de eficiência operacional, o uso de tecnologias Quantum Safe para proteção criptográfica na era da computação quântica, além do desenvolvimento de soluções de inteligência artificial e automação aplicadas à gestão estratégica de dados e processos.

Sobre a heimr

Com presença no Brasil e na Europa, a heimr possui sedes em Londres e São Paulo, atuando globalmente como uma boutique de tecnologia especializada em soluções sob medida para sustentação de negócios. A companhia oferece serviços estratégicos em infraestrutura, dados, segurança, automação e governança, focados em alta performance, disponibilidade e conformidade com padrões internacionais. Além de um portfólio completo de soluções de ponta, a heimr possui um time altamente especializado e parcerias estratégicas com IBM, Microsoft, SAP, RedHat, entre outras empresas globais, entregando projetos customizados para ambientes corporativos críticos, ajudando as empresas a superarem desafios tecnológicos com eficiência e segurança.

Na era da IA Generativa, o diferencial das empresas está na Maturidade Digital

 

Nos últimos anos, a maturidade digital tem deixado de ser apenas um indicativo de avanço tecnológico para se consolidar como uma base estrutural para decisões estratégicas dentro das organizações. O que caracteriza uma empresa com maturidade digital não é apenas a adoção de ferramentas tecnológicas, mas a transformação completa de seus processos, a integração de sistemas e a estruturação da governança de dados. Isso permite que a empresa opere de maneira eficiente, segura e orientada a dados. Essa estrutura robusta não apenas garante uma base confiável para a operação, como permite análises preditivas que alimentam decisões estratégicas, com base em comportamentos históricos do mercado e dos consumidores.

Adoção de ferramentas não é maturidade, é parte da jornada

Durante e após a pandemia, o número de empresas brasileiras que avançaram na digitalização aumentou significativamente. Segundo pesquisa conduzida pelo Opinion Box em parceria com a Ploomes, 68% das empresas B2B se tornaram mais digitais desde o início da pandemia, e 61% delas já se consideram em alto ou muito alto nível de maturidade digital.

No entanto, a simples adoção de ferramentas não garante que a maturidade tenha sido efetivamente alcançada. É necessário que essas ferramentas estejam alinhadas a processos estruturados e integrados, de forma que os dados possam ser utilizados de maneira estratégica para gerar valor e orientar decisões.

A edição mais recente do Índice de Transformação Digital Brasil, desenvolvido pela PwC em parceria com a Fundação Dom Cabral, reforça essa percepção. O índice médio de maturidade digital das empresas brasileiras passou de 3,3 para 3,7 em uma escala de 1 a 6.

Embora o avanço seja visível, o estudo aponta que muitas organizações ainda enfrentam dificuldades estruturais, especialmente na integração de dados e na consolidação de uma governança efetiva. O ativo mais importante das empresas hoje é o legado de dados que acumulam, e a forma como esses dados são tratados, organizados e convertidos em informação útil.

O papel da IA Generativa nessa equação

Dentro desse cenário, a Inteligência Artificial Generativa surge como um componente relevante da jornada digital. Ela já vem sendo aplicada em áreas como atendimento ao cliente (SAC e suporte técnico), recursos humanos, treinamento, análise de dados e leitura preditiva de comportamentos. A IA é capaz de transformar dados históricos em insights estratégicos.

Uma pesquisa recente da Bain & Company mostra que 25% das empresas brasileiras já utilizam IA Generativa em alguma aplicação, mais que o dobro do percentual registrado no ano anterior. Além disso, 67% das organizações entrevistadas colocam a tecnologia entre suas cinco maiores prioridades estratégicas para 2025. Esses dados evidenciam que esse modelo tecnológico está se consolidando como parte do núcleo da transformação digital nas empresas.

Porém, seu uso exige atenção. Os riscos estão relacionados, principalmente, à ausência de governança de dados. Respostas incorretas, viés discriminatório e problemas com a privacidade são exemplos de consequências de uma implementação mal estruturada. Portanto, integrar a IA Generativa à estrutura da empresa faz parte da última etapa da maturidade digital, onde os sistemas não apenas automatizam, mas também compreendem contextos e interagem com mais naturalidade e precisão. A IA Generativa, de um modo geral, representa um salto qualitativo em relação aos primeiros modelos de chatbot, pela capacidade de síntese e de atendimento cognitivo.

Estrutura, cultura e estratégia são os pilares da transformação

Para que uma empresa avance de fato na jornada da maturidade digital, é necessário mais do que investimentos em tecnologia. Esse processo exige o trabalho simultâneo em quatro frentes fundamentais: uma infraestrutura tecnológica resiliente e de alta disponibilidade, capaz de sustentar os processos digitalizados; a revisão e reestruturação dos processos internos, com foco na agilidade e na integração dos fluxos operacionais; a definição clara de objetivos e de uma estratégia digital alinhada entre todas as áreas; e a capacitação contínua das equipes, acompanhada por uma mudança real na cultura organizacional.

À medida que ferramentas e soluções são incorporadas, surgem novas possibilidades de extração e análise de dados, o que retroalimenta a transformação digital. A consequência é um modelo mais ágil, eficiente e estratégico.

A interdependência crescente entre ESG e dados

Empresas mais maduras digitalmente também apresentam maior capacidade de se adequarem a práticas de compliance, especialmente as relacionadas à agenda ESG. Isso se deve à organização dos dados e à sua disponibilidade. Monitoramento de emissão de carbono, uso de recursos, riscos sociais e práticas de governança podem ser acompanhados e ajustados com mais precisão em um ambiente digital bem estruturado.

Nesse processo, o papel de parceiros estratégicos como a heimr é fundamental. A empresa atua desde as etapas iniciais, como o move-to-cloud, até a jornada de dados, oferecendo conhecimento técnico, soluções personalizadas e infraestrutura para suportar as mudanças necessárias. Com um time agnóstico e parcerias como a estabelecida com a IBM, a heimr desenvolve soluções em IA Generativa, promove a governança de dados e auxilia na construção de um modelo digital adaptado às necessidades específicas de cada cliente.

A maturidade digital não é um destino, mas um processo contínuo de adaptação, reestruturação e aprendizado. A IA Generativa, quando inserida nesse contexto, não apenas acelera a transformação, como amplia as possibilidades de atuação das empresas. Como resultado, está a capacidade de transformar dados em decisões, e de transformar tecnologia em valor.

Conte nos comentários qual é o seu principal desafio com relação à implementação tecnológica e qual o nível de maturidade digital da sua empresa!

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Como proteger sua operação e reputação diante da inevitabilidade dos ataques cibernéticos

 

Em um mundo onde as fronteiras digitais se tornam mais difusas a cada dia, os ataques cibernéticos já não são uma possibilidade, mas sim uma certeza. Redes abertas, ambientes híbridos, usuários remotos e aplicações descentralizadas criaram um ecossistema onde a segurança não pode mais ser tratada como um produto, mas como uma estratégia de negócio contínua.

A pesquisa da Checkpoint Research, do terceiro trimestre de 2024, aponta que o Brasil registrou um aumento de 95% no volume de ataques cibernéticos, com mais de 2,7 mil ocorrências semanais. O dado não é apenas alarmante, é um reflexo de como a estrutura de segurança digital ainda é insuficiente frente à sofisticação das ameaças. Além disso, comparado a outros países, o custo de soluções tecnológicas de ponta no Brasil é alto, impactando significativamente o percentual de investimento destinado à cibersegurança.

Diante disso, não há uma granularidade elevada de soluções para a maior parte das empresas, fazendo com optem por alternativas simplificadas, ou mesmo pela ausência de um sistema, caso a alternativa adequada esteja fora do orçamento. Como consequência, abre-se espaço para ataques nesses ambientes com baixa complexidade de proteção.

Essa realidade evidencia a necessidade de pensar em segurança mínima viável, com soluções ajustadas à maturidade tecnológica e à realidade financeira de cada operação. Mesmo que não impeçam todas as ameaças, essas barreiras reduzem a superfície de ataque.

Vulnerabilidades: de onde vêm as invasões?

Atualmente, os softwares estão calibrados com as demandas usuais de segurança, porém, em casos como novas aplicações, por exemplo, há a necessidade de criação de uma solução para atender às necessidades específicas. Nessas circunstâncias, cria-se um cenário propício para invasões, visto que uma pequena janela temporal é criada, geralmente de horas ou um dia, para o desenvolvimento dessa nova estrutura.

Neste contexto, as invasões podem ser consideradas como internas ou externas. Ataques internos costumam ser mais perigosos, dado que a exploração parte de vulnerabilidades conhecidas da organização. Nestes casos, as barreiras do primeiro nível de acesso já foram quebradas, causando consequências mais críticas devido à sensibilidade das informações buscadas.

Atendendo à essa atuação, as empresas, frequentemente, contratam um Red Team, um tipo de hacking ético executado por um time de analistas que conhecem a segurança da organização e emulam as tácticas e técnicas de invasores reais. Ao mapear as fraquezas dos sistemas, esses especialistas auxiliam o time de TI no reforço das defesas específicas.

Por outro lado, os ataques cibernéticos externos são, geralmente, mais fáceis de serem controlados, principalmente em empresas com escritórios físicos, visto que essa segurança apresenta poucas camadas por depender quase que exclusivamente do dispositivo, dado que grande parte das estruturas de segurança se concentravam em um firewall de perímetro. Contudo, a pandemia acelerou a descentralização dos escritórios e escancarou uma nova necessidade: proteger não apenas o perímetro, mas todo o ecossistema digital, incluindo endpoints, conexões em nuvem e fluxos de dados distribuídos.

Essa nova demanda de segurança precisa ser acompanhada por soluções personalizadas de acordo com as particularidades de cada caso, como as desenvolvidas aqui na heimr. A resiliência precisa estar no centro da estratégia e a segurança efetiva não é apenas aquela que previne ataques, mas aquela que mantém a operação durante a crise. Mas é importante reiterar que, mesmo com essas aplicações, invasões são inevitáveis. E cabe às empresas adotar uma estrutura que garanta a segurança dos dados durante os ataques.

A paralisação das operações e o vazamento de dados são as duas maiores preocupações durante ofensivas. No curso dessas ações, além de um sistema preditivo eficiente, é necessário possuir uma estrutura de alta disponibilidade, capaz de isolar ou comprometer uma parte dessa composição sem permitir que o serviço deixe de operar.

Segurança também é reputação

Um ataque bem-sucedido pode não apenas comprometer sistemas, mas destruir valor de marca, minar a confiança de clientes e abalar a credibilidade da operação. Em um mercado competitivo e hiperconectado, a reação à ameaça é tão importante quanto a prevenção. Por isso, soluções que garantam suporte durante o ataque são tão estratégicas quanto firewalls ou antivírus. A resposta estruturada à crise pode definir a sobrevivência e o futuro da empresa.

Por fim, a cibersegurança não pode ser delegada exclusivamente à TI. Ela precisa permear a cultura, os processos e o mindset de toda a organização. Interoperabilidade entre sistemas, comunicação entre áreas, visibilidade em tempo real e decisões baseadas em risco são elementos que formam a base de uma estrutura resiliente.

Na heimr, acreditamos que proteger é mais do que blindar, é garantir que mesmo diante do inevitável, sua empresa continue operando com confiança e controle.

Infraestrutura digital no mercado financeiro

 

Segurança e agilidade são duas das principais exigências feitas às empresas do setor financeiro. A transição tecnológica dos últimos anos vem impulsionando as organizações desse segmento a incorporar o que é conhecido como infraestrutura digital para, ao mesmo tempo, elevarem esses atributos em destaque a um outro patamar e, consequentemente, se manterem competitivas no mercado.

As características de arquitetura do segmento proporcionam um cenário desafiador em relação à segurança e operação. Por isso, mesmo nos casos de empresas que contaram com sistemas legados por mais de 30 anos de maneira eficiente, a infraestrutura digital vem sendo uma das soluções adotadas para superar esses obstáculos.

Importância da arquitetura digital

Independentemente do tipo de negócio que uma companhia conduza, a infraestrutura digital necessária para que ela seja eficiente e ofereça um bom retorno sobre investimento é aquela que possui alta disponibilidade e seja extremamente segura. Por isso, a nuvem e a nuvem híbrida têm sido frequentemente adotadas nesse processo.

Nesse sentido, a arquitetura precisa acomodar a distribuição de cargas de trabalho, levando em consideração, também, as questões regulatórias e as certificações específicas em termos de segurança.

Por exemplo, instituições que tratam dados de cartão de crédito precisam de uma certificação chamada de PCI DSS (Payment Card Industry Data Security Standard). Isso significa que elas precisam ter uma estrutura que é PCI Compliant para garantir que as transações financeiras sejam realizadas de maneira segura, exigindo uma série de pré-requisitos de segurança que, se não forem observados, impedem a obtenção da certificação.

O tipo de inovação representado pela arquitetura digital é necessário por conta de uma métrica importante para o mercado: o custo por transação. Toda a infraestrutura computacional empregada no mercado financeiro precisa ter disponibilidade, pois isso proporciona credibilidade não somente para a instituição, mas também para o setor financeiro de forma geral.

Exemplo de benefício da infraestrutura digital no mercado financeiro

Das inovações que podem ser mencionadas como prova de que a infraestrutura digital no mercado financeiro trouxe mudanças significativas para a sociedade como um todo, o PIX é a mais próxima da realidade da população. Hoje, as pessoas não se preocupam, ao fazer um PIX, se ele vai chegar ou não, pois toda a estrutura envolvida nesse processo tornou raro esse tipo de problema.

Além disso, como as demandas por segurança são mais intensas em locais como o Brasil, considerando fatores como a criminalidade urbana e virtual, a arquitetura empregada para essa finalidade precisa ser reforçada, para evitar que tanto as contas correntes quanto os dados dos usuários sejam acessados de forma indevida.

O fato de o setor financeiro contar com sistemas digitais sólidos e que operam em alta disponibilidade oferece a tranquilidade de que as transações serão efetivamente concluídas. É por isso que as pessoas não acessam suas contas todos os dias no banco para conferir o saldo. A credibilidade alcançada pelas instituições de que os processos seguirão sem intercorrências confere a segurança necessária para que isso não seja um motivo de preocupação constante.

Evolução sustentável do setor financeiro

A análise de risco é algo imprescindível para o mercado financeiro, e a tecnologia é uma importante aliada nesse monitoramento. Dessa maneira, a implementação de infraestrutura digital nesse segmento possibilita, também, a adoção de ferramentas de Inteligência Artificial (IA) para esse propósito. A implementação de IA com escala permite uma evolução sustentável das empresas, pois tornam-se cada vez mais distantes as chances de quebra de uma operação financeira.

Todos os fatores citados anteriormente convergem em algo chamado custo-proteção. Ou seja, a arquitetura digital contribui para tornar todos os processos envolvendo o sistema financeiro mais eficientes. E isso se aplica desde a qualidade do atendimento até a eficiência computacional, para que seja possível otimizar a métrica do custo por transação, com menos cobranças do ecossistema financeiro inteiro para garantir o processamento efetivo de uma transação.

Como solucionar problemas ligados à infraestrutura digital?

Questões envolvendo arquitetura digital, na maioria dos casos, não são resolvidas com um único produto. De modo geral, as empresas precisam contar com uma solução pensada e preparada especificamente para atender uma determinada demanda. Por isso, o trabalho de uma boutique de tecnologia como a heimr.co é essencial para auxiliar o dia a dia de instituições do setor financeiro.

Compreender quais são os desafios enfrentados pelas organizações é o primeiro passo desse processo, e talvez o mais importante. A partir dessa análise, é possível designar a solução adequada às particularidades de cada caso, com o objetivo de auxiliar na resolução de um problema, na evolução de uma infraestrutura, entre outras possibilidades.

A inovação é necessária porque as tecnologias mudam rapidamente. Não é à toa que o mercado financeiro se desenvolve, em termos de inovação, de maneira mais ágil que outros segmentos, em muitos casos criando tendências para outros setores, dadas as demandas que as instituições financeiras precisam atender no dia a dia.

Por isso, contar com infraestrutura digital é essencial para garantir a segurança e a agilidade de processos e otimizar o custo por transação, proporcionando não somente competitividade no mercado, mas também credibilidade no fornecimento de serviços e produtos aos clientes.