Em dois projetos liderados pela heimr, um dos três maiores grupos do varejo brasileiro renovou a base tecnológica de seus e-commerces sem interromper a operação.
· 280 VMs do e-commerce de artigos esportivos transferidas de datacenter físico para a IBM Cloud em 2025;
· Cerca de 800 VMs de duas operações de e-commerce em transição de VMware para Hyper-V em 2026;
· Dois ciclos de execução concluídos antes do congelamento de fim de ano do varejo;
· Segundo projeto contratado a pedido do próprio cliente.
São Paulo, 2026. Duas das grandes operações digitais do grupo modernizaram sua infraestrutura em dois movimentos consecutivos. O primeiro desativou o datacenter físico do e-commerce de artigos esportivos e levou seus workloads para a IBM Cloud. O segundo redefiniu a camada de virtualização e substituiu o VMware pelo Hyper-V no próprio ambiente de nuvem.
A heimr conduziu as duas iniciativas em parceria com a IBM, com uma premissa inegociável: as vendas não podiam parar.
Nesse setor, a infraestrutura segue o calendário comercial. A partir do segundo semestre, cada fim de semana tem peso estratégico, e toda intervenção precisa caber nas janelas que o negócio permite.
“No varejo, o prazo é uma condição do negócio. No último trimestre, o ambiente entra em congelamento por causa de datas como Black Friday e Natal, e cada entrega precisa estar consolidada antes disso”, afirma Andre Frauches, Head of Operations da heimr.
Uma base que já não acompanhava a ambição do negócio
Em 2025, o e-commerce de artigos esportivos rodava em cerca de 280 máquinas virtuais, hospedadas em datacenter físico. A obsolescência dos servidores ampliava a exposição a incidentes e restringia a capacidade de expansão.
O time da IBM Cloud estruturou a iniciativa para levar esses workloads à nuvem e convidou a heimr para construir esse caminho, pela trajetória consolidada em migrações de infraestrutura crítica para os ambientes clássicos da plataforma.
A arquitetura partia de um desenho preliminar. Revisitamos esse desenho com as equipes do cliente e da IBM e incorporamos os componentes que o ambiente demandava, como novos balanceadores de carga e firewalls. Em seguida, implantamos a nova estrutura em bare metal com VMware e executamos a transição no prazo, em janelas acordadas e sem reflexo nas vendas.
“Participar do desenho da arquitetura foi determinante. Ajustar a base antes de migrar é o que assegura uma transição sem surpresas”, observa Alexandre Pereira Lopes, Tech Lead da heimr.
Quase o triplo de máquinas, o mesmo horizonte
Ainda em 2025, a Broadcom, detentora da VMware, anunciou mudanças em seu modelo de licenciamento. Para o grupo, a revisão implicava um aumento expressivo no custo da virtualização em nuvem.
Sair da VMware passou a ser a decisão, e esse é um movimento de alto investimento. O grupo precisava concluir a transição dentro do orçamento já definido, e o projeto foi desenhado com esse limite desde o início.
O Hyper-V veio como proposta do próprio cliente, que levou em conta o licenciamento já contratado e a compatibilidade com seus sistemas. A partir dessa escolha, três premissas orientaram o projeto:
· Continuidade: nenhuma interrupção em produção;
· Performance: capacidade para absorver os picos sazonais;
· Custo: implementação e migração sem ultrapassar o orçamento.
“Na primeira vez, o desafio era superar um ambiente defasado. Na segunda, preservar o custo sem renunciar ao que já funcionava. Mais máquinas, data-limite e nenhuma margem para indisponibilidade”, sintetiza André.
Hyper-V: uma escolha aderente ao contexto do cliente
A nova arquitetura manteve a infraestrutura clássica em bare metal na IBM Cloud. Esse era o caminho mais rápido e eficiente para migrar sem alterar sistemas, exigência comum aos dois projetos.
Na camada de virtualização, comparamos diferentes tecnologias antes de seguir com a indicação do cliente. O Hyper-V exigiu parâmetros de ajuste específicos para acompanhar a cadência do varejo e absorver os picos sazonais.
Rigor técnico a serviço do calendário
A execução foi organizada em cinco etapas, ao longo de cerca de três meses:
1. Planejamento e arquitetura: definição do ambiente final com a IBM. Recomendamos o dimensionamento adequado à carga real, mesmo acima do previsto inicialmente.
2. Construção: novo ambiente implantado na IBM Cloud, em paralelo ao vigente, com bare metal e Hyper-V preparados para produção.
3. Replicação de dados: preparação dos workloads para a virada, sem interferir na rotina da operação.
4. Janelas de migração: workloads agrupados segundo as prioridades de cada área de negócio.
5. Normalização e operação assistida: acompanhamento próximo até a estabilização completa.
O ponto mais sensível do projeto foi harmonizar o cronograma com as prioridades de cada área. Apoiamos o time de sistemas do cliente nessa articulação, com governança semanal e resultados apresentados ao fim de cada ciclo.
“Todas as prioridades eram legítimas. Nosso papel foi encontrar o encaixe. Que máquina sai em qual janela, sem tirar do centro de distribuição o fim de semana em que ele precisa entregar”, relata Alexandre.
Mobilizamos um time de especialistas, com liderança técnica e gestão de projeto dedicadas às janelas de migração. O cliente montou uma estrutura espelhada, com participação direta das áreas de negócio. A IBM contribuiu para a arquitetura e desenhou o modelo financeiro que deu previsibilidade ao investimento.
Base atualizada, investimento sob controle e varejo em plena atividade
Os dois ciclos respeitaram o calendário do varejo, sem impacto no negócio. Em 2026, a meta era migrar 70% do ambiente até 30 de setembro. Todo o workload do e-commerce de artigos esportivos foi transferido, e o da operação multicategoria passou de 90%, acima da meta e dentro do orçamento definido.
“Migrar no varejo exige compreender o nosso calendário. A heimr trouxe domínio profundo das tecnologias e conquistou a confiança das equipes, dos sistemas às áreas de negócio”, afirma a liderança de Tecnologia do grupo.
Confiança construída na entrega
O segundo projeto nasceu de uma solicitação do próprio cliente, motivada pela forma como o primeiro foi executado.
“Quando decidimos descontinuar a VMware, a escolha de quem lideraria o projeto foi natural. Já conhecíamos o método da heimr e a qualidade do que ela entrega”, acrescenta o executivo.
Para André, “infraestrutura crítica pede leitura do negócio. Quando o cliente volta e pede o mesmo time, a tecnologia foi entregue do jeito que a operação precisava.”